Mais uma vez trazemos esta matéria – Covid-19: esclarecimentos sobre desinfecção de pessoas
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Mais uma vez trazemos esta matéria – Covid-19: esclarecimentos sobre desinfecção de pessoas

Estamos nos deparando cada vez mais com essas estruturas “ditas” de desinfecção de pessoas e utensílios. Isso é extremamente preocupante. Tenho recebido, inclusive, propagandas oferecendo esses serviços particulares que alegam ser para “prevenção” do COVID 19.

A desinformação é tremenda chegando  a nível preocupante. Algumas mães viram uma propaganda que deveriam se unir no condomínio e contratar um serviços desses para que as crianças entrassem pelo corredor e daí poderiam ir brincar nos brinquedos do parquinho com segurança, elas estariam passando várias vezes pelo túnel, cada vez que fossem no brinquedo e com isso estariam se prevenindo do COVID19.

Isso é absurdo e pior, tem MUITAS empresas fornecendo esses túneis em todos os níveis.

Creio que atitudes devam ser tomadas e, atitudes URGENTES! Essa preocupação vem desde maio mas, no momento, acredito que com  retomada das atividades, estejam sendo mais exploradas e difundidas.

Existem procedimentos totalmente absurdos e perigosos que estamos nos deparando. Volto a publicar esta matéria TÉCNICA, para conhecimento e divulgação de todos.

Célia Wada

Preocupada com a divulgação sobre a utilização de estruturas (câmaras, cabines e túneis) para a desinfecção de pessoas com o objetivo de prevenir infecções pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), a Anvisa divulgou, nesta quarta-feira (13/5), a Nota Técnica 51/2020, com esclarecimentos e alertas sobre o assunto. De acordo com o documento, não existe, no momento, nenhuma evidência científica sobre a eficácia e a segurança desse tipo de procedimento.

Outro problema relacionado à divulgação é que, tecnicamente, a duração de 20 a 30 segundos para o procedimento não seria suficiente para garantir o processo de desinfecção. Vale reforçar que a adoção desse mecanismo não inativaria o vírus dentro do corpo humano, além de poder causar danos à saúde de quem se submetesse à desinfecção com saneantes aplicados diretamente na pele e nas roupas.

Referências internacionais 

As conclusões são de uma revisão de documentos, estudos e artigos internacionais realizada pela Agência, que não encontrou recomendações ou exemplos sobre a possível eficácia de desinfecção de pessoas com uso de câmaras, cabines e túneis.

A revisão incluiu informações de fontes como a Organização Mundial da Saúde (World Health Organization –OMS), a Agência de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos (Food and Drug Administration –FDA), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças/EUA (Centers for Disease Control and Prevention –CDC) e a Agência Europeia de Substâncias Químicas (European Chemicals Agency – ECHA).

 Hospitais e laboratórios 

Além de abordar a ineficácia da desinfecção de cidadãos por meio de câmaras, cabines e túneis, a Anvisa esclarece sobre as particularidades dos procedimentos adotados para evitar a introdução e a disseminação de vírus em hospitais e laboratórios de alta segurança, que são ambientes controlados.

Embora tenham esta característica comum, ambientes hospitalares e de laboratórios não são iguais e exigem regras e protocolos diferentes, uso de produtos e procedimentos seguros, práticas rígidas de higienização das mãos, corpo, roupas, salas e utensílios, além de adotarem equipamentos de proteção individual (EPIs) muito específicos, entre outras características.

Risco dos produtos saneantes 

Os produtos químicos usados em saneantes aprovados pela Anvisa são destinados à limpeza e higienização de superfícies, móveis, bancadas, pisos, objetos e paredes, entre outros. Em contato com a pele ou aplicados diretamente sobre ela, podem causar danos e efeitos adversos.

Saiba quais são alguns desses produtos e veja exemplos de suas reações no corpo humano:

Hipoclorito de sódio: produto corrosivo que pode causar lesões severas dérmicas e nas células, além de produzir irritação nas vias respiratórias. Não deve ser misturado com outros produtos.

Peróxido de hidrogênio: a inalação aguda pode causar irritação no nariz, garganta e vias respiratórias. Em altas concentrações, pode provocar bronquite ou problemas no pulmão (edema pulmonar).

Quaternários de amônio: podem causar irritação na pele e nas vias respiratórias. Pessoas expostas podem desenvolver reações alérgicas.

Ozônio: a exposição de leve a moderada ao gás ozônio produz problemas nas vias respiratórias e irritação nos olhos. Dependendo do tipo de exposição, pode causar desconforto respiratório e outros danos, podendo levar a óbito.

Leia na íntegra todas as informações, os esclarecimentos e os alertas da Anvisa na Nota Técnica 51/2020.

CUIDADO – BIOSSEGURANÇA É ASSUNTO SÉRIO 

FALE APENAS COM ESPECIALISTAS – NÃO TOME ATITUDE SEM EMBASAMENTO TÉCNICO

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