Como todos sabem, a CMQV, a Casa da Amizade Força Jacareí e o Rotary Club Satélite está apresentando o projeto Saúde em Cores.
Nesse projeto, trazemos todas as informações científicas sobre os temas, tanto do ponto de vista da medicina alopática tradicional como da visão integrativa que tem seu foco na restauração da SAÚDE e não, apenas na doença. Esse é o nosso diferencial. Utilizamos todas as ferramentas para restaurar a saúde e prevenir o adoecimento.
Fevereiro é um mês curto mas de um longo material para trabalharmos. Além das cores o mês, fevereiro marca o dia da prevenção do que chamamos a Epidemia do SÉCULO – A LER/DORT – Lesões por esforços Repetitivos. Dia 28 de fevereiro é comemorado essa prevenção.
Para não fugirmos do nosso projeto, Saúde em Cores, deixamos aqui o material que fala sobre esse assunto e o engenheiro Osny (pai da Ergonomia no BRASIL) fica a disposição e responde a todas as perguntas em suas mídias sociais e seu canal do youtube – https://www.youtube.com/channel/UCrc5_Uisl7OZHNQky43slhg/videos
– As Cores de fevereiro
As cores das campanhas do mês de fevereiro são: roxo (lúpus, alzheimer e fibromialgia) e laranja (leucemia).
Fevereiro Roxo – Lúpus, Alzheimer e Fibromialgia
A campanha surgiu em Uberlândia-MG no ano de 2014 para promover a conscientização, com o lema “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”.
As três doenças tem características distintas e são incuráveis. As ações ressaltam a importância do diagnóstico precoce e o tratamento correto.
Fevereiro Laranja – Leucemia
A União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) criou em 2005 a campanha, já que dia 4 desse mês é a data do Dia Mundial do Câncer.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) essa doença maligna, que possui 12 tipos, é a 9ª mais comum em homens e a 11ª entre mulheres.
Como já discorremos bastante sobre Alzheimer, dentre os temas acima, vamos abordar sobre a FIBROMIALGIA que atinge grande parte da população.
FIBROMIALGIA
Vamos aos informes gerais:
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população brasileira tem fibromialgia. De cada 10 pacientes com a doença, sete a nove são mulheres. No entanto, a síndrome também pode acometer homens, idosos, adolescentes e crianças. https://www.youtube.com/watch?v=LoOlh1YMzWQ&t=1s
A fibromialgia (FM) é uma condição que se caracteriza por dor muscular generalizada, crônica (dura mais que três meses), mas que não apresenta evidência de inflamação nos locais de dor. Ela é acompanhada de sintomas típicos, como sono não reparador (sono que não restaura a pessoa) e cansaço. Pode haver também distúrbios do humor como ansiedade e depressão, e muitos pacientes queixam-se de alterações da concentração e de memória.
Causa
Ainda não totalmente esclarecida, mas a principal hipótese é que pacientes com FM apresentam uma alteração da percepção da sensação de dor. Isso é apoiado por estudos em que visualizam o cérebro destes pacientes em funcionamento, e também porque pacientes com FM apresentam outras evidências de sensibilidade do corpo, como no intestino ou na bexiga. Alguns pacientes com FM desenvolvem a condição após um gatilho, como uma dor localizada mal tratada, um trauma físico ou uma doença grave. O sono alterado, os problemas de humor e concentração parecem ser causados pela dor crônica, e não ao contrário.
Impacto na Saúde
A FM é bastante comum, afetando 2,5% da população mundial, sem diferenças entre nacionalidades ou condições socioeconômicas. Geralmente afeta mais mulheres do que homens e aparece entre 30 a 50 anos de idade, embora existam pacientes mais jovens e mais velhos com FM.
Diagnóstico
O diagnóstico de FM é eminentemente clínico, com a história, exame físico e exames laboratoriais auxiliando a afastar outras condições que podem causar sintomas semelhantes. Não há alteração dos exames que indicam inflamação, como a velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C reativa. Exames de imagem devem ser interpretados com muito cuidado, pois nem sempre os achados da radiologia são a causa da dor do paciente. A FM pode aparecer em pacientes que apresentam outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico, e muitas vezes dificulta uma completa melhora destes pacientes.
Tratamento
A meta no tratamento da FM é aliviar os sintomas com melhora na qualidade de vida. A FM não traz deformidades ou sequelas nas articulações e músculos, mas os pacientes apresentam uma má qualidade de vida.
O principal tratamento da FM é não-medicamentoso, ou seja, os cuidados do paciente consigo mesmo são mais importantes do que as medicações, embora estas também tenham seu papel. O principal tratamento da fibromialgia é o exercício aeróbico, aquele que mexe o corpo todo e acelera os batimentos cardíacos. Esta parece ser a melhor a maneira de reverter a sensibilidade aumentada à dor na FM. Além disso, é importante entender sobre a doença (educação) e alguns casos terapia psicológica pode ser útil, principalmente para aprender a lidar com a dor crônica no dia a dia.
As medicações são úteis para diminuir a dor, melhorar o sono e a disposição do paciente com fibromialgia, para permitir a prática de exercícios físicos. Algumas medicações, como a pregabalina e a duloxetina, agem na maior sensibilidade à dor. Outros remédios como relaxantes musculares, antidepressivos e analgésicos podem ser usados para alívio de sintomas diversos.
FONTE: Sociedade Brasileira de Reumatologia – https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/fibromialgia-e-doencas-articulares-inflamatorias/
Nossa observação clínica: A fibromialgia é uma doença que causa dor em todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão.
Estas colocações acima, são as “definições” sobre o tema
Vamos partir para uma análise pontual:
Quando o cérebro registra uma ameaça, ele aciona o sistema nervoso simpático, ramos nervosos que correm ao lado da medula espinhal. A reação é o aumento da produção de cortisol e adrenalina pelas glândulas suprarrenais, os batimentos cardíacos e a respiração aceleram, a pressão sobe e os músculos se contraem. Segundo o livro “Um Convite à Saúde”, do médico Filippo Pedrinola (Saúde é Vital, da Editora Abril), um organismo saudável retorna rapidamente ao estado normal depois de um momento de tensão – o que não acontece no caso de pessoas que sofrem com o estresse.
O estresse crônico é altamente tóxico. Os hormônios cortisol, adrenalina e noradrenalina, liberados nesse processo de aceleração sem freio, reduzem o calibre dos vasos e, em longo prazo, potencializa o risco de hipertensão e arritmias cardíacas.
O cortisol faz o organismo armazenar triglicérides, uma gordura que altera a resposta dos receptores de insulina, impedindo que o hormônio se encaixe neles como deveria. Essa condição, chamada de resistência insulínica, pode levar ao diabetes. O hormônio ainda diminui a função dos leucócitos – células de defesa – deixando o organismo à mercê de vírus e bactérias.
Outros efeitos negativos do excesso de tensão no organismo são a queda do desempenho cognitivo, as disfunções da tireoide, problemas de pele, disfunção erétil e menor função reprodutiva, rigidez muscular, problemas gastrointestinais e ossos enfraquecidos.
Conhecido popularmente como o “hormônio do estresse”, o cortisol é um hormônio esteroide produzido pelas glândulas suprarrenais em resposta ao estresse.
Embora seja essencial para diversas funções do corpo, como regulação do metabolismo, resposta imunológica e controle do estresse, níveis elevados e crônicos de cortisol podem ter efeitos negativos na saúde, incluindo aumento do risco de obesidade, diabete, doenças cardíacas e comprometimento do sistema imunológico.
Sobre a causa da fibromialgia:
Como já dissemos, não existe ainda uma causa única conhecida para a fibromialgia, mas já temos algumas pistas porque as pessoas têm esta síndrome. Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia. Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um “termostato” ou um “botão de volume” desregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Desta maneira, nervos, medula e cérebro fazem que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.
A fibromialgia pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido.
Através de estudos, pesquisas e análise por Biorressonância magnética quântica, verificamos que o paciente acometido em fase aguda de “dores fibromiagicas” apresentam alteração no sistema nervoso autônomo.
O nosso estudo contribui para a crescente evidência de uma ativação cerebral aumentada com a estimulação dolorosa como um contribuinte para a dor na Fibromialgia. Essa evidência foi fortemente confirmada quando da aplicação da terapia neural nos pacientes em crise obtendo resultado surpreendentemente positivo.
Tudo vem vem de encontro com o artigo: O Sistema Nervoso Central tem sido confirmado como a “origem da Fibromialgia”, escrito e publicado no National Pain Report .
Também, um estudo alemão (Outubro de 2015) na BMC Neurology investigou o envolvimento do Sistema Nervoso Central em pacientes com Fibromialgia. Foi feito a partir de um exame de imagem ao Sistema Nervoso Central (o functional near infraredspectroscopy (fNIRS) – uma tecnologia de neuro-imagem que oferece um exame não invasivo, seguro e de baixo custo, de maneira a monitorizar a atividade do cérebro.
Como é estartada a fibromialgia:
Em nossas pesquisas, sugerimos que há um acúmulo de estímulos corticais, descarga de cortisol constante, com estado de alerta permanente.
Os seres vivos desenvolvem ao longo de sua história evolutiva mecanismos de enfrentamento às condições adversas originadas tanto no ambiente geofísico como no ambiente social. Esta resposta adaptativa é coordenada e envolve diferentes sistemas funcionais, mediadores, particularmente, os sistemas nervoso, endócrino e imune, e é denominada de resposta ao estresse e deve atender a duas demandas principais da vida: sobrevivência e reprodução. Toda essa modulação ou seja essa reação a resposta adaptativa é regida pelo sistema que chamamos de homeostase. (O conceito de homeostase foi desenvolvido por Walter Cannon, pesquisador americano que estudava o aparelho digestório e o sistema nervoso autônomo. O fato de W. Cannon, antes mesmo de formalizar o conceito de homeostase, já se interessar pela investigação dos efeitos das emoções sobre a resposta fisiológica dos organismos, tendo introduzido a expressão “reação de luta ou fuga” (fight or flight response), cujo significado indica as reações autonômicas que se expressam numa situação desafiadora – https://www.scielo.br/j/epsic/a/wLn5RGy9pVXSZKryWSPHXTF/?format=html&lang=pt )
Em resumo, tanto a homeostase quanto o conceito de resposta de estresse tratam do entendimento dos mecanismos de regulação e ajuste do organismo frente a desafios. Um organismo constantemente exposto a uma condição de estresse, qualquer que seja ela, libera moderadores que se ampliam de forma individual de organismo para organismo, desencadeando reações e estímulos corticais exarcerbados, cumulativos e generalizados. A condição individual dentro da semântica – física, social, emocional e mesmo espiritual pode ser traduzida em diferentes tipos de fibromialgia.
Conclusões do trabalho da origem da Fibromialgia de https://pt.scribd.com/document/507101848/A-Origem-Da-Fibromialgia-1-1
* Os pacientes com Fibromialgia sentem o limiar da dor de pressão antes e sentem dor mais intensamente.
* Pacientes com Fibromialgia mostram ativação cerebral bilateral com a estimulação dolorosa unilateral.
* O limiar de estimulação da dor induz a ativação cerebral apenas em pacientes com Fibromialgia.
* O desempenho cognitivo não é diferente entre pacientes com Fibromialgia e controles, enquanto a ativação pré-frontal é diferente entre pacientes com Fibromialgia e depressão.
* Pacientes com Fibromialgia têm a ativação cortical inferior melhor no desempenho do VFT do que aqueles com alta ativação cortical.
Os autores concluíram:
“A maior contribuição do nosso estudo exploratório é que o fNIRS, é uma nova técnica de imagem fácil de aplicar, sem efeitos colaterais, adequado para investigar atividade cortical associada à dor. Além disso, os pacientes com Fibromialgia mostram um padrão de ativação após estimulação cortical dolorosa que é distinto de controlos saudáveis e em especial a partir de doentes com depressão. Isso reforça a noção de que a Fibromialgia é uma entidade independente, em vez de ser uma mera variante da depressão
Estes novos resultados da investigação mostram um entusiasmante avanço para uma melhor compreensão da Fibromialgia, bem como a sua nítida diferença de outras patologias, sendo muitas vezes confundida com depressão.
DEPOIMENTOS
Maria. Cristina Gutierrez – 16/08/2022 em 20:47
Sofro com estresse crônico há muitos anos, mas me surpreendi com seus efeitos a longo prazo, não tinha noção! Tenho 57 anos, com um histórico de depressão, TAG, hipertensão e insônia. Faço tratamento com antidepressivo, calmante e remédio pra baixar a pressão arterial. O problema é que não vejo melhoras no quadro psicológico, pois meu stress é o meu esposo, muito ignorante , nem sequer tem como dialogar com ele. Já tentei uma vez suicídio, mesmo assim, continuo sozinha nessa luta. Ninguém gosta de ouvir nossos lamentos, fojem. Já fiz TCC sou estudante do Evangelho kardecista, o que me ajuda muito. Nós que temos esses problemas precisamos de compreensão, um ombro amigo, um relacionamento saudável, infelizmente eu não tenho esse apoio de ninguém. Eu apenas existo, não sei mais o que é viver como uma pessoa normal. Já tentei sair desse relacionamento, mas está muito difícil….
Paulo – 06/07/2023 em 16:24
Também sofro com estresse crônico e ansiedade, distúrbios do sono e tem épocas que o estresse tira minha fome, tira paciência, mas como não consigo explodir por ser pacifico demais fico aguentando os desaforos das pessoas por que pensam que eu não tenho nada. toda minha vida sofri de ansiedade, mas a gente dizia nervosismo, quer dizer que era nervoso e naquela época explodia, brigava e botava pra fora e era taxado “como louco” por isso, mas acredito que era melhor, pois assim o nível de estresse era controlado e conseguia viver. mas nunca tive qualidade de vida, talvez por ter um organismo novo e ser bem alimentado tinha mais energia pra suportar a situação. psicologicamente sempre sofri o chamado atualmente de bullying e trauma tenho até hoje dificuldades pra lidar com certas situações que envolvem pessoas complicadas e difíceis.
Joel – 17/07/2024 em 18:07
O seu relato é praticamente idêntico ao meu no sentido que também sofro de stress e ansiedade há anos. Sofri bullying durante muitos anos da minha vida, seja na escola, no dia a dia com a família e amigos. Sempre aguentei calado por não saber como responder as críticas. Dito isto, desenvolvi um arritmia que tem tirado a minha paz de espírito. Praticamente não tenho vida social de qualquer natureza por medo de ativar ainda mais os gatilhos da arritmia. Estou apenas sobrevivendo.. espero que vc se cure e desejo o mesmo a todos que estão lendo neste momento o meu relato.
Meu caso clínico: fibromialgia
Estudando a minha atual patologia estou vendo que a minha sintomatologia está MUITO relacionada ao em estilo de vida…estilo de pensamento….as dores de muitos aqui são totalmente semelhantes e, sempre falo. TODA doença TEM UM CAUSA (OU MAIS DE UMA)
Quando o médico não sabe realmente o que o paciente tem ele diz…É UMA VIROSE!
No caso da DOR INTENSA, sem razão definida, uma dor insuportável pelo corpo, posso até dizer mutilante…eles não reconhecem o agente diretamente, (não pesquisam) e dizem é FIBROMIALGIA.
MAS – O que é fibromialgia? eu sempre disse que era uma doença que não existe, NÃO QUE NÃO EXISTA NA REALIDADE…ELA ,EXISTE E COMO!!!! Não existe, ATÉ O MOMENTO, é a forma de abordar sua CAUSA.
Hoje, me deparo estudando marcadores e vejo CLARAMENTE que é uma GRANDE causa do STRESS!!!
STRESS DOI!!!!! Dói para aqueles que sentem dor da alma….MUITO diferente de uma dor física porem…ela se transforma em uma dor física DILACERANTE….VEJAM OS RELATOS ACIMA…
Acredito que HOJE, ENTENDO PORQUE TENHO TANTAS DORES….
POR TER PESSOAS AO MEU LADO “QUE SABEM UMA PAGINA ALÉM DO LIVRO”….ningém esntende o que é auto estima…”acham” que pelo fato de ser bem sucedido, não tem ansiedade, medo, vergonha…MEDO DE CRÍTICAS E…VIA DE REGRA…SÓ RECEBEMOS CRÍTICAS!!!!
INICIEI UM NOVO CAMINHO NA MINHA ÁREA DE SAÚDE: FIBROMIALGIA REAGINDO AO STRESS PARA PROTEGER A ALMA!
Por conta de meu stress permanente frente aos absurdos da nossa medicina, entre outros stress diários, criei um grupo para desenvolver a fundo esse novo tema. Acredito que juntos podemos diminuir nosso stress, vejam Grupo fechado dedicado a transmitir informações sobre saúde. O grupo tem foco voltado para a Medicina da Saúde. A Medicina Integrativa onde o olhar é para o paciente, não só para a doença. Traremos informações criteriosamente selecionadas sobre as PICs Práticas Integrativas segue o link do grupo fechado caso alguém queira participar https://chat.whatsapp.com/FJLh6yLdPfdDxgpm85wBPr
Supostamente, a minha fortíssima primeira crise de fibromialgia se deu após muito esforço físico onde houve muita liberação de ácido lático. Daí partiram os estudos em nossa própria clínica.
Foi muito complexo o diagnóstico, exatamente por não entender o mecanismo da patologia.
Sabemos que o melhor remédio para combater o excesso de ácido lático que provoca dores musculares é mais exercício, só que em doses menores, segundo o médico especialista em esportes Luiz Eduardo Martins Castro. Em minha jornada pessoal, percebo uma boa relação nesse posicionamento. Isso pode ser explicado porque, quando uma pessoa realiza esforço físico, seu organismo “queima” glicose, que está armazenada no corpo, principalmente com o oxigênio proveniente da respiração. Essa reação produz energia. Se o exercício estiver além do que o atleta está condicionado a fazer, a queima da glicose através do oxigênio não será suficiente e o organismo queimará a glicose sozinha
Essa reação solitária produz o ácido lático, que é um dos causadores das dores musculares. O melhor procedimento para evitar sua formação é, depois de fazer um exercício, realizar por alguns minutos de exercícios aeróbicos.
Esse procedimento ajuda a desintoxicar a musculatura porque uma parte do ácido lático, que também pode servir como fonte de energia, passa a ser queimada.
Outra realidade apontada pelos estudos recentes e verificadas pessoalmente é que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia, mesmo tendo maior resistência a dor. Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um “termostato” ou um “botão de volume” desregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Desta maneira, nervos, medula e cérebro fazem que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.
As sensações de “triteza” e “desânimo” também estão presentes, principalmente na primeira crise grave oide não se tem um diagnóstico fechado. Sem alterações laboratoriais. Sem causa para o aparecimento. Simplesmente, de uma noite para o dia, se está imobilizado e com dores dilacerantes.
É bem notório que a fibromialgia aparece depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. Em muitos casos, ocorre que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo.
Em particular, no meu caso, apenas a observação do cansaço matinal constante. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido.
Como mencionei, nosso estudo pessoal contribuiu para a evidência de uma ativação cerebral aumentada com a estimulação dolorosa como um contribuinte para a dor na Fibromialgia. Essa evidência foi detectada em nossa clínica através da Biorressonância magnética quântica, como mencionada acima sendo fortemente confirmada quando das aplicações da terapia neural onde obtive um magnífico resultado, surpreendentemente positivo.
Muito estudada na clínica, a terapia neural auxiliou significativamente a crise aguda, as dores dilacerantes e o estado de inanição. Após dias de dores dilacerantes e imobilizadoras, a regressão imediata da dor foi praticamente total com a primeira terapia. O protocolo seguido pelo responsável pela clínica, especialista em terapia neural, Dr. Lauro Marubayashi, foi pessoal e adaptada a situação e condições do meu estado.
As dores dilacerantes nunca mais retornaram. Dores pontuais, perfeitamente toleráveis ainda estão presentes e, seguindo as observações pessoais, geralmente acompanhadas de episódios de hiperatividade cerebral. Os caminhos para a remissão total dessa dor, ainda estamos perseguindo, estudando e pesquisando mas, as dores dilacerantes, nunca mais. Nosso cérebro e nossa mente, o que acontece conosco vem sempre nos mostrar que há mais mistérios entre o céu e a terra doque supõe a nossa vã filosofia…( William Shakespeare)
Estamos estudando vários suplementos e outras terapias complementares para complementar o nosso protocolo.
Verificamos que (meu caso em particular) a crise foi “provavelmente” acionada após uma mistura de stress e atividade física extrapolada. Perguntamos. Ácido lático aumenta a atividade do cortisol? Aumenta o stress? Pode desencadear uma crise aguda? O que é aquela queimação muscular insuportável durante exercícios de alta intensidade? Resposta: Isso acontece porque, quando a demanda por energia supera o fornecimento de oxigênio, seu corpo recorre à glicólise anaeróbica, produzindo energia rapidamente, mas com um efeito colateral: o acúmulo de ácido lático. Esse processo libera íons de hidrogênio, reduzindo o pH dos músculos e causando a temida fadiga muscular.
Sabemos que a carnosina é uma substância formada por dois aminoácidos (alanina e histidina) que atua como um tampão natural contra o excesso de íons de hidrogênio nos músculos. Com níveis mais altos de carnosina, os músculos conseguem retardar a acidose muscular. Se esse composto pode auxiliar em determinados casos, nada, ainda, temos especificado.
Mais informações:
Campanha| Fevereiro roxo e laranja
Fevereiro roxo e laranja é o mês de conscientização sobre lúpus, fibromialgia, Alzheimer e leucemia
Mitos e verdades sobre a fibromialgia
Diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade de vida de pacientes com fibromialgia e fadiga crônica
fonte: Ministério da Saúde
VÍDEOS INTERESSANTES: https://www.youtube.com/watch?v=krSirCm9rFc
Se você tem crises de fibromialgia, deixe seu relato…
Dra. Célia Wada – CRF SP 7043 / CRF RJ 34658