01/10/2008 – A ERGONOMIA DE CONSCIENTIZAÇÃO E O COMITÊ DE ERGONOMIA

ERGONOMIA E CONSCIENTIZAÇÃO / ERGONOMIA DE CONSCIENTIZAÇÃO

PORQUE É A MAIS IMPORTANTE?
POR QUE É A MAIS ESQUECIDA?
POR QUE OS COMITÊS INTERNOS DE ERGONOMIA NÃO FUNCIONAM?

Dentre as várias definições de ERGONOMIA, podemos citar:
Ergonomia como Ciência do uso das forças e das capacidades humanas no trabalho.

Ou, mais remotamente, 1857 W. JARTRZEBOWSKI
“O esboço da ergonomia ou ciência do trabalho baseada sobre as verdadeiras avaliações das ciências da natureza”.

Ou, mais recentemente, 1987 Wisner
Um conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários à concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficiência.

Também se sabe que há duas tendências:

Mais européia:
Ergonomia da organização do trabalho, estudo da inter-relação entre o homem e o trabalho, como o homem “sente” e “experimenta” o trabalho.

Mais Americana:
Ergonomia dos métodos e das tecnologias, contínua necessidade de adaptação da máquina ao homem.
Na realidade a ergonomia estrutura-se a partir dos conhecimentos científicos sobre o ser humano, i.é, sobre suas características psicofisiológicas para, a partir deles, conceber equipamentos ou modificá-los e não o contrário, i.é, aplicar o conhecimento em máquinas para depois procurar a pessoa certa.

O caráter multidisciplinar da ergonomia que nos fascina:

ANATOMIA- FISIOLOGIA – BIOMECÂNICA (postura) – ANTROPOMETRIA – PSICOLOGIA – ENGENHARIA – DESENHO INDUSTRIAL – INFORMÁTICA – ADMINISTRAÇÃO…

Sabemos que a tríade básica da ergonomia pode ser super resumida como: CONFORTO – SEGURANÇA – EFICIÊNCIA

A perfeita integração entre as condições de trabalho e a tríade: CONFORTO – SEGURANÇA-EFICIÊNCIA do trabalhador ou do posto de trabalho pode ser considerada a busca da ergonomia.

Ainda dentro de condições básicas de qualquer cursinho de ergonomia, eles ensinam que há três tipos de ergonomia, que acho que poderiam ser três e meio ou quatro:

Vamos recordar:

1- ERGONOMIA DE CORREÇÃO:
Envolve e estuda: Atividade; Ambientes físicos; Iluminação, ruído, temperatura, etc; O posto de trabalho; Dimensões, formas, concepção etc. Atua de maneira restrita modificando os elementos parciais do posto de trabalho, como: Dimensões, Iluminação, Ruído, Temperatura, etc. Tem eficácia limitada, pois corrigir sempre custa mais dinheiro.

2 -ERGONOMIA DE CONCEPÇÃO:
Interfere amplamente no projeto, da concepção do posto de trabalho, do instrumento, da máquina ou do sistema de produção, da organização do trabalho e formação de pessoal.

3- ERGONOMIA (D)E CONSCIENTIZAÇÃO:
Ensina ao colaborador ou associado a usufruir os benefícios de seu posto de trabalho. Boa postura, Uso adequado de mobiliários e equipamentos. Implantação de pausas, Ginástica laborativa (antes, no meio e depois da atividade).

Não importando a modalidade e sim a finalidade foi desenvolvido o  que chamamos de COMITÊ DE ERGONOMIA:
COMITÊ DE ERGONOMIA: grupo de pessoas que juntas trabalham em prol da conscientização e viabilização de um projeto ergonomicamente correto.

Formado por um Comitê Interno de Ergonomia (CIE) que englobe representantes da empresa e dos funcionários, utiliza as ferramentas da ergonomia de conscientização para que haja o pleno usufruto do projeto ergonômico, seja esse implementado pela ergonomia de concepção ou de correção.

O foco principal do Comitê de Ergonomia e a prática da ergonomia de conscientização, sendo que essa conscientização se faz a partir do primeiro grupo a ser conscientizado que é o próprio CIE.

Esta conscientização é fundamental para a obtenção dos objetivos propostos pelo projeto ergonômico, pois é pela realização de treinamento, palestras, cursos de aprimoramento e atualização constante que é possível educar o funcionário acerca dos meios de trabalho menos prejudiciais para a saúde individual e, ao mesmo tempo, mostrar-lhe todos os benefícios das propostas ergonômicas para a saúde da coletividade.

Vamos aprofundar sempre resumindo:
Cada empregado precisa saber que o risco de ter uma lesão na coluna, no seu ombro, no seu punho, no seu local de trabalho varia e depende da natureza do seu trabalho.
Se os empregados estão manuseando materiais, a possibilidade de ter uma lesão na coluna é cinco vezes e meio maior do que a média dos outros trabalhos.
Para o pessoal de enfermagem este número está perto de quatro vezes!
Quanto maior o risco, maior a necessidade de um programa de prevenção de lesões músculo-esqueléticas.
Levando em conta a velha receita de que não há elixir milagreiro para a prevenção de uma LER-DORT ou lombalgia ou hérnia de disco, o CIE deve estar consciente de que a empresa decidiu focalizar no treinamento, na educação (e se for o caso no uso ou implementação de algum acessório como banquinho, cadeira, nova bancada, apoio para pés, cinto lombar, etc) além de executar uma análise ergonômica dos postos de trabalho.

Muitas empresas coletam dados irrefutáveis a respeito de programas de segurança e um forte compromisso a nível gerencial no sentido de reduzir a incidência, os custos e horas perdidas ocasionadas por lesões músculo-esqueléticas.

Assim, vocês estão entendendo que muitas vezes, até por força de uma inspeção da DRT, saímos correndo a adquirir uma cadeira ou banquinho (a pressa é inimiga da perfeição), mas esquecemos da causa e do meio.

Não adianta nada comprar ou trocar mobiliário, implementar acessórios e/ou produtos ergonômicos ou afins sem antes proceder a uma análise de conscientização através do CIE. Esta é a principal causa dos problemas de muitos CIE. Quantas vezes nos deparamos vendo o usuário torto, com os pés flutuando no ar, com uma cadeira caríssima e você pergunta para ele porque ele não usa pelo menos uma das aquelas 3 ou 4 alavancas ? E Ele responde: Nem sei para que servem! Ninguém me disse nada!

Além de ensinar a tirar o máximo proveito de um novo (ou velho) mobiliário é necessário ensinar como ter boa postura, a importância das pausas, porque ele precisa disso, porque ele precisa regular a altura e espaldar da cadeira ou banco, por aí vai.

COMO SERIA O ESBOÇO DE UM PROGRAMA DE TREINAMENTO, POR EXEMPLO, DE PREVENÇÃO DE LESÕES DA COLUNA?

Muitos dos itens abaixo se aplicam a qualquer programa de prevenção de doenças ou sintomas músculo-esqueléticas

1- Aplicar um programa de Conhecimentos Gerais

– Fazer com que o associado/empregado/usuário absorva as técnicas de prevenção para adota-las dentro e FORA do ambiente de trabalho.

– A importância dos exercícios físicos dentro e FORA do ambiente de trabalho;

– A importância de se cuidar durante o transporte, trabalhos de fins de semana, esporte e lazer;

– Fazer com que o empregado seja um multiplicador destas técnicas dentro e principalmente FORA do ambiente de trabalho, pois vai melhorar seu relacionamento familiar, sua QUALIDADE DE VIDA

– Melhorar sua motivação dentro e FORA do ambiente de trabalho com conseqüente aumento da produtividade e eficácia.

– No caso de lesões de coluna, devemos conscientizar o empregado/associado (e ao CIE e ao treinador) do programa preventivo com alguns dados estatísticos (que aqui colocamos, alguns dos EUA para vocês verem que o problema lá é enorme também; coloque dados da empresa ou do corporate se existir).

– Não fique surpreso em saber que 80% a 90% da população MUNDIAL vai sofrer algum tipo de lesão na coluna durante suas vidas.

-Nos locais de trabalho, um a cada três empregados experimenta algum tipo de problemas nas costas ou coluna.

– Na média, cada empresa norte americana gasta mais de US$120.000,00/ ocorrência com essas lesões.

– De acordo com o Departamento de Estatística do Trabalho dos EUA, 31 milhões de americanos sofrem de lesões na coluna relativas ao trabalho, e essas lesões representam cerca de 33% de todas as reclamações de indenizações trabalhistas.

– De fato, apenas no Estados Unidos, 20 a 30 bilhões de dólares por ano são gastos em tratamento médico, associados à lesão da coluna e 40 a 60 bilhões de dólares em horas de trabalho perdidas, incapacidade e cuidados com crianças.

– Lesão da Coluna é a mais cara e é também a lesão do trabalho mais freqüente nos Estados Unidos atualmente.

– Certamente você conhece alguém que já sofreu de lesão na coluna: A dor é constante e a lesão é debilitante.

2 – Aplicar um programa de Conhecimentos Científicos:

– Explicar como são e como funciona “as costas” (até a palavra deve ser bem escolhida: costas ao invés de coluna); fotos, silhuetas, etc.

– Oferecer conhecimentos básicos de antropometria

– Mostrar mecanismos de funcionamentos básicos de nosso sistema músculo-esquelético apenas para que se tenha noção de corpo x espaço.

– Uma das coisas mais importantes: Explicar detalhadamente a razão da importância da postura correta, pois vai permitir o corpo a otimizar sua função enquanto reduz stress e tensões nos músculos e ossos. Isto aumentará o conforto e vai reduzir a fadiga, EM PÉ OU SENTADO!!
* A parte inferior da coluna atua como um ponto de alavanca que suporta o peso do corpo e da carga.
* A coluna opera a uma relação de 10:1 com este ponto (média mundial para as medidas antropométricas conhecidas). Isso significa que quando você curva na altura da cintura, as forças na região inferior da coluna são maiores do que 500 Kg de pressão para um saco de cimento, por exemplo, (50 kg).

3- Aplicar um programa de Entendimento de Mobiliário e assessórios:
Aqui vai entrar eventualmente a explicação da nova bancada com altura regulável, um novo banco, cadeira, um cinto lombar, importância de um EPI,etc.

4- Aplicar os Programa de Prevenção:
Um programa de prevenção de lesões da coluna precisa de técnicas apropriadas de manuseio (e não só levantamento) da carga, de qualquer carga (até ½ kg). (Liste-as neste ponto com slides, cartazes e filme).

Vocês estão vendo que um programa de prevenção de doenças músculo-esqueléticas passa por um treinamento de conscientização onde fatos como os relatados acima devem ser passados ao treinador e aos associados, obviamente com a devida cautela.

É necessário que TODOS estejam conscientes de que se a empresa escolheu a implementação de um programa de prevenção de lesões da coluna através de um programa de segurança a fim de reduzir a incidência de lesões da coluna e ao mesmo tempo obter dois grandes resultados deste investimento:
• Quando a incidência de lesões da coluna diminui, a saúde e a moral dos empregados aumenta;
• Os custos de indenizações diminuem, permitindo a empresa investir em outros programas de segurança e bem-estar.

5- Aplicar um programa de Acuidade Visual:
Fazer com o empregado através de cartazes com imagens, silhuetas, semelhantes àquelas usadas durante o treinamento, agora colocadas nos refeitórios, vestiários, postos de trabalho, lembre-se e se recorde sempre destes treinamentos.
*É bastante interessante a idéia de se entregar estes cartazes para que sejam levados aos ADC s, sindicatos, grêmios e clubes, para suas casas. Não esqueça, neste caso, de cuidar do nome, logomarca de sua empresa. Nada funciona sem marketing!

Importante:
O enfoque fora do ambiente de trabalho

Porque razão o enfoque no FORA do ambiente de trabalh é importante?

Nos EUA, 30 % das lesões músculo-esqueléticas têm origem em atividades de risco FORA do trabalho.

E no Brasil?

Depende, mas certamente aqui essa porcentagem é muito superior. Dados colhidos não cientificamente, durante minhas palestras e cursos neste Brasil, pode checar até 75 %!
Mas, atenção –  muitos são os fatores a serem pesquisados: depende de como o trabalhador vai à empresa (três conduções, como a média na região de Guarulhos?) ou o ônibus passa perto da casa dele?  Quais graus de serviços públicos estão disponíveis no seu lar?
Parece dificíl de entender, mas regiões de maior risco de segurança pública nos bairros faz aumentar o estresse à insegurança que o trabalhador vai levar para dentro de sua fábrica e vai aumentar o risco – probabilidade de ele contrair uma lesão.

Boas escolas, plano de saúde, lazer, cursos profissionalizantes, etc são agentes de risco positivos ou negativos, dependendo se funcionam bem ou mal.

Quando implementar um programa destes, o CIE (Comitê Interno de Ergonomia) deve prover até o diploma que a alta gerencia vai dar aos associados, no seu término, com palmas, para o novo “Especialista em Coluna”.
Assim o papel do Comitê de Ergonomia deve ser focado desde o inicio nos modelos de Ergonomia (d) e Conscientização.
O Comitê de ergonomia deve envolver a todos os setores, até o financeiro, controller.

Desde que a diminuição das dores, principalmente nas costas e membros superiores através da ergonomia, é um grande fator de aumento da produtividade, não nos parece óbvio envolver o setor de finanças, de controle, da empresa?
Vai facilitar na hora de explicar o investimento (e não custo) de um programa de treinamento, de compra de novo mobiliário (mas consciente e com treinamento), por exemplo. E vamos falar de investimento e mostrar o retorno.

Somente quando há este comprometimento geral o trabalho  funciona.
Um animador externo das reuniões ou mesmo a presença de palestras elucidativas com pessoal externo é sempre fortalecedor e enriquecedor.

Não  é necessário um manual de como formar CIEs.
Menos formalidade e mais conscientização é o ideal.

Muitas vezes na primeira reunião do CIE, os membros da  SST, responsável pela organização geral, faz apresentações extremamente técnicas, cansativas, apresentando aquele brutal (literalmente) calhamaço de papel com laudo ou levantamento ergonômico contratado, às vezes, com altos custos, às vezes até com vídeo, cálculos de força e momento fletor da vértebra Lx, onde está descrito que tudo está errado ou até que está certo mas que, infelizmente, não é PRÁTICO.
As vezes deparamos com laudos onde o CIE deveria fechar a fábrica de tantas não conformidades apresentadas! Porém, é preciso ter consciência e ser realista.  Não, não é assim.
Vamos estudar alternativas, vamos melhorar paulatinamente, vamos adequar aos poucos.

Devemos lembrar que nas pequenas ações temos as grandes reações.

Exemplos negativistas também servem para lembrar que as próximas reuniões serão ineficazes,  até ridicularizadas e fadadas ao fim.

A má condução de um CIE é uma perda irreparável: Perdem os trabalhadores, os responsáveis pela SST, perde o sindicado, a CIPA, a empresa, o país.

Vamos lembrar que quando um projeto dá certo e caminha positivamente,  todos melhoram e todos se estimulam, até o Presidente vai querer saber do resultado reunião e quando será a próxima.
Todos vão participar. Confiram!

Osny T. Orselli

• Engenheiro Mecânico – Escola Politécnica  – USP – SP
• Engenheiro de  Segurança do Trabalho – Escola de Engenharia Mackenzie – SP
• Pós Graduação em Administração de Empresas – Fundação Getúlio Vargas – SP
• Especialização em Engenharia de Produção – Fundação Getúlio Vargas – SP
• Especialização em Altos Estudos Estratégicos – Escola Superior de Guerra – ADESG – SP
• Professor do Estado de São Paulo na disciplina de Higiene e Segurança do Trabalho
• Membro oficial do  US NATIONAL SAFETY COUNCIL -USA
• Membro oficial do US HUMAN FACTORS AND ERGONOMIC SOCIETY – USA
• Diretor Técnico Científico da ASE – All Safety Ergonomics – Mundoergonomia
• Membro do Conselho Consultor da CMQV – Câmara Mutidisciplinar de Qualidade de Vida – responsável pelo departamento de ERGONOMIA
• Diretor do CONSELHO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA – Jacareí – SP
• Conselheiro da  FIESP/ SESI E SENAI – Jacareí – SP
• Coordenador Técnico do PPRE – Programa de Prevenção de Riscos Ergonômicos da CMQV – SP

REF:
– Como especificar uma cadeira operativa – O. Orselli – Revista CREA SP 2004.
– Como se comportar horas a fio diante de um computador sem riscos de fadiga e LER? – Revista Associação dos Engenheiros e Arquitetos de São José dos Campos – junho 2005.
– Coluna Segura – The Safer Lifting Strategy – Website Ergonomic World 
www.mundoergonomia.com.br
– National Safety Council – Accident Facts 95, 96, 97, 98, 99, 2000.
– National Safety Council – Incident Facts, 2001, 02, 03, 04, 05.
– Bureau of labor Statistics – 95 & beyond.
– Conviva bem com sua coluna – O. Orselli & Dr. Nader B Llamas.
– Saúde e Segurança do Trabalho-  O que deve mudar no empresário brasileiro – Ciesp – 2002 – O.Orselli
– A verdade sobre a prevenção das LER A. Acayaba/O Orselli – Jornal do CONASEMS Ano III N. º 35.
– Site do MUNDO ERGONOMIA 
www.mundoergonomia.com.br   Artigos Técnicos.
– Revista (Professional Safety), Julho 1997 – “Wrist Braces “    Marty DAGOSTINO.
– Brown et al., “Cost Effectiveness of a Back School Intervention for Municipal Employees,” Spine, 17:10, 1224-28.
– Walsh, et al., “The Influence of Prophylactic Orthoses on Abdominal Strength and Low Back Injury in the Workplace,” American Journal of Physical Medicine and Rehabilitation, 69:5, 245-50.
– “Cost of Lower Back Pain Prevention,” presented by Dr. Cats-Baril, Ph.D., Low Back Pain   Prevention, Control, and Treatment Symposium, St. Louis, Mo., 1996.
–  Hoskin, A.F. (ed.), Accident Facts, (Itasca, IL: National Safety Council, 1993).
“Cost of Lower Back Pain Prevention,” presented by Dr. Cats-Baril, Ph.D., Low Back Pain.
– Prevention, Control, and Treatment Symposium, St. Louis, Mo., 1996.
– Bureau of Labor Statistics, Occupational Injuries and Illnesses: Counts, Rates and Characteristics, 1995.
–  Lance, et al, “Lumbar Spine Orthosis Wearing: Effect on Trunk Muscle Myoelectric Activity,” Spine, 1986:11 (8): 838-42.
artigo publicado na revista proteção – junho 2008

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