MERCADO DE CARBONO – ANÁLISE FINANCEIRA
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MERCADO DE CARBONO – ANÁLISE FINANCEIRA

Durante a semana passada os preços do carbono caíram constantemente na Europa, voltando aos valores registrados em março, devido a sentimentos negativos que perturbam o mercado, dentre eles a expectativa do aumento na disponibilidade de créditos de carbono até o final do ano.

“Há uma série de fatores contribuindo para o sentimento negativo. Um complexo energético fraco em conjunto com a apatia atual do carbono é um fator de força maior, mas também o foco na Europa e as suas ´tragédias internas´ estão contribuindo à fraqueza corrente”, comentou o analista da OMFinancial Nigel Brunel.

A sexta-feira fechou em € 15,58/t, uma queda de 6% em relação à semana anterior para as permissões de emissão (EUAs) da União Européia para entrega em dezembro de 2011. As maiores perdas foram nos contratos para 2014, caindo 7%.

As Reduções Certificadas de Emissão (RCEs), na mesma linha, caíram 7% para € 11,65/t. A emissão de 2,1 milhões de RCEs foi relativamente baixa. O spread entre EUAs e RCEs para dezembro de 2011 fechou em € 4,01/t e para dezembro de 2012 em € 4,56/t.

O mercado de carbono entre 13 e 20 de junho

As discussões climáticas que foram realizadas na cidade de Bonn nos últimos dias não conseguiram chegar a propostas concretas para garantir o futuro dos mercados de carbono, como o MDL, em meio a discussões intensas mais amplas sobre o destino do Protocolo de Quioto em si.

Já o mercado europeu, também impregnado de dúvidas quanto à elegibilidade futura das RCEs, recebeu uma notícia boa na última semana com a divulgação das novas regras para o funcionamento dos registros de emissões com maior segurança.

A Grécia realizou um leilão de EUAs e conseguiu vender 6.000 unidades do total de 1 milhão oferecidas após os preços no mercado secundário (BlueNext e ICE Futures Exchange) caírem abaixo do piso de € 16,11 estabelecido no leilão.
Nova Zelândia

O preço à vista do carbono na Nova Zelândia caiu 1,3% esta semana para NZ$ 19,5, em uma baixa de quatro meses, devido ao aumento da oferta de NZUs e à expectativa de grandes mudanças no esquema de comércio de emissões do país.

Enviado por Célia Wada
Fonte: Instituto CarbonoBrasil

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