A palavra eritropoiese vem do grego: erythros (vermelho) + poiesis (fazer). Ou seja, literalmente, “fazer sangue vermelho”.
Em termos científicos, a eritropoiese é o processo biológico responsável pela formação das hemácias no organismo.
A eritropoiese é um processo organizado e sequencial que envolve várias etapas de maturação celular. Cada etapa produz células cada vez mais especializadas e preparadas para a função de transportar oxigênio.
Mecanismos de Controle da Eritropoiese – Eritropoietina (EPO)
Um dos principais reguladores da eritropoiese é o hormônio eritropoietina (EPO). Ele é produzido principalmente nos rins (cerca de 90%) e, em menor quantidade, no fígado (10%).
A produção de EPO aumenta quando os níveis de oxigênio no sangue diminuem (hipóxia).
Isso acontece em:
Anemia;
Doenças pulmonares;
Altitude elevada;
Condições que dificultam o transporte de oxigênio.
Quando a EPO sobe, ela:
Estimula as células progenitoras da medula óssea a proliferar;
Aumenta a sobrevivência de células eritroides imaturas;
Promove a liberação de reticulócitos na circulação.
Esse é um exemplo clássico de um sistema de feedback negativo: quando a oxigenação melhora, a produção de EPO diminui.
Fatores Adicionais que Afetam a Eritropoiese
Além da EPO, a eritropoiese depende de uma série de nutrientes essenciais:
Ferro
Essencial para a síntese da hemoglobina;
Deficiência causa anemia ferropriva, caracterizada por hemácias pequenas (microcíticas) e com pouca hemoglobina (hipocrômicas).
Vitamina B12 e Ácido Fólico
Importantes para síntese de DNA;
Deficiências causam anemia megaloblástica, com hemácias grandes e imaturas.
Outros Fatores
Proteínas, aminoácidos e minerais como cobre e zinco também influenciam o processo.
FONTE – Mecanismos de Controle da Eritropoiese
A Eritropoietina (EPO) é uma glicoproteína produzida nos rins mais especificamente nas células intersticiais peritubulares do córtex renale responsável pela regulação da produção de glóbulos vermelhos no organismo humano.
Sua principal função é estimular a produção de hemácias na medula óssea, garantindo assim a oxigenação adequada dos tecidos e órgãos.A eritropoietina, também conhecida como EPO, é uma glicoproteína produzida naturalmente pelo organismo humano, principalmente nos rins, em resposta à baixa oxigenação dos tecidos. Sua principal função é estimular a produção de glóbulos vermelhos na medula óssea, aumentando a quantidade de hemácias no sangue e, consequentemente, melhorando a capacidade de transporte de oxigênio para os tecidos do corpo. A EPO também desempenha um papel importante na regulação da proliferação e diferenciação das células precursoras dos glóbulos vermelhos. Além disso, a eritropoietina é utilizada clinicamente no tratamento de distúrbios como anemia e insuficiência renal crônica
Durante a vida fetal, a eritropoietina é produzida pelo fígado e, após o nascimento, cerca de 90% de toda eritropoetina é produzida pelos rins. A eritropoetina desempenha um papel fundamental na regulação da eritropoese (processo de produção de glóbulos vermelhos).
Ela é secretada por fibroblastos no córtex renal, que possuem mecanismos regulatórios específicos chamados de fatores indutores de hipóxia (HIFs) e, em condições hipóxicas, estimulam a produção de eritropoietina, que estimula a produção de eritrócitos.
Quando uma pessoa é colocada em condições com baixa concentração de oxigênio, a eritropoetina começa a ser formada em alguns minutos a horas, atingindo sua produção máxima em 24 horas. Contudo, novas hemácias aparecem no sangue circulante cerca de 5 dias depois.
Encaminhado por Dra. Célia Wada CRF SOP 7043 / CRF RJ 34658

Um comentário
[…] estímulo da glicoproteína eritropoietina, ocorre a diferenciação de hemocitoblastos (células multipotentes) a formar mais eritroblastos, […]