Marcadores – é uma série de artigos que trazem um entendimento geral das diretrizes que devem ser feitas para um diagnóstico perfeito.
ENCONTRAR A RAIZ E CUIDAR DA CÉLULA É A META DA NOSSA MEDICINA
MARCADORES HEPÁTICOS
O Câncer de fígado é uma das principais causas de morte nos Estados Unidos. Uma combinação de fatores genéticos e ambientais, como infecção por hepatite e alto consumo de álcool desempenhar um papel no seu desenvolvimento.
O teste de marcadores tumorais pode potencialmente ajudar os médicos a detectar o câncer de fígado antes que os sintomas se desenvolvam.
Patologias hepáticas mais comum: Cirrose, câncer (CHC), esteatose, necrose, hepatite
EM PRIMEIRO LUGAR – UMA ANAMNESE INTEGRATIVA
EXAMES BÁSICOS DE ROTINA
MARCADORES:
OUTROS EXAMES
BIOPSIA – TESTE CONFIRMATÓRIO
EXAMES BÁSICOS DE ROTINA
HEMOGRAMA / TGO / TGP/ BILIRRUBINAS TOTAIS E FRAÇÕES /FAL/ GGT/ TP, TTPA/ PLAQUETAS
O exame laboratorial de rotina das função hepáticas é essencial para avaliar a saúde do fígado, um órgão vital que desempenha funções cruciais no metabolismo e na desintoxicação do organismo e sinalizam as coordenadas a serem seguidas.
TGO (Transaminase Glutâmico – Pirúvica) = ALT (Alanina Aminotransferase)
A ALT é uma enzima encontrada principalmente no fígado e é um dos principais marcadores utilizados para detectar lesões hepáticas. Níveis elevados de ALT podem indicar hepatite, cirrose ou outras condições que afetam a saúde do fígado. A medição da ALT é frequentemente realizada em conjunto com outros marcadores para um diagnóstico mais preciso.
TGO (Transaminase Glutâmico-Oxalacética) = AST (Aspartato Aminotransferase)
A TGO/AST é outra enzima que, embora também esteja presente no fígado, é encontrada em outros tecidos, como coração e músculos. Assim como a ALT, a AST é utilizada para avaliar lesões hepáticas. Um aumento nos níveis de AST, especialmente quando acompanhado de um aumento na ALT, pode indicar problemas hepáticos significativos.
Fosfatase Alcalina (FA)
A fosfatase alcalina é uma enzima que pode ser encontrada em vários tecidos do corpo, incluindo fígado, ossos e intestinos. Níveis elevados de FA podem sugerir obstrução biliar ou doenças hepáticas, como colestase. A interpretação dos níveis de FA deve ser feita em conjunto com outros marcadores para determinar a origem do problema.
Bilirrubina Total e Direta
A bilirrubina é um pigmento resultante da degradação da hemoglobina e é um importante marcador da função hepática. A bilirrubina total é a soma da bilirrubina direta (conjugada) e indireta (não conjugada). Níveis elevados de bilirrubina podem indicar problemas como hepatite, cirrose ou obstrução biliar, sendo crucial para o diagnóstico de doenças hepáticas.
Albumina
A albumina é uma proteína produzida pelo fígado e é fundamental para a manutenção da pressão oncótica no sangue. Níveis baixos de albumina podem indicar uma função hepática comprometida, além de condições como síndrome nefrótica ou desnutrição. A avaliação da albumina é essencial para entender a capacidade funcional do fígado.
Tempo de Protrombina (TP)
O tempo de protrombina é um teste que mede a capacidade do sangue de coagular. O fígado é responsável pela produção de fatores de coagulação, e um aumento no TP pode indicar insuficiência hepática. Esse marcador é crucial para avaliar a gravidade de doenças hepáticas e a necessidade de intervenções médicas.
GGT (Gama-Glutamiltransferase)
A GGT é uma enzima que está envolvida no metabolismo de aminoácidos e na detoxificação. Níveis elevados de GGT podem indicar doenças hepáticas, consumo excessivo de álcool ou uso de medicamentos que afetam o fígado. A GGT é frequentemente utilizada em conjunto com outros testes para um diagnóstico mais completo.
MARCADORES TUMORAIS : vamos detalhar os marcadores:
Como é sabido, marcadores tumorais, também chamados de biomarcadores, são substâncias produzidas por células cancerígenas que podem ser detectadas no sangue.
- O tipo mais comum de câncer de fígado, o carcinoma hepatocelular (CHC), é muito mais comum em homens do que em mulheres. O subtipo fibrolamelar ocorre mais em mulheres.
Os Marcadores hepáticos
- ajudam diagnosticar câncer e outras patologias de fígado
- monitorar o quão bem o seu tratamento está funcionando
- estimar sua perspectiva
– AFP – ALFA FETO PROTEÍNA
- A alfa-fetoproteína é um marcador usado no pré-natal para detectar malformações fetais e, em adultos, para monitorar tumores no fígado e órgãos reprodutores.
- Valores variam conforme idade, gestação e método de exame, e a interpretação médica é essencial.
AFP é normalmente encontrada em pequenas quantidades no sangue de adultos.
A alfa-fetoproteína alta pode estar relacionada a diferentes situações, como:
Câncer de fígado (carcinoma hepatocelular);
Tumores de células germinativas, como alguns tipos de câncer de testículo e ovário;
Doenças crônicas do fígado, como hepatite e cirrose;
Doenças benignas do fígado, como hemocromatose ou colestase;
Defeitos do tubo neural do bebê, como espinha bífida ou anencefalia;
Defeitos na parede abdominal (onfalocele ou gastroquise) ou no esôfago do feto.Alfa fetoproteína – AFP é o marcador tumoral mais comum utilizado para monitor para câncer de fígado.
Para monitoramento hepático temos:
- Altas quantidades de AFP sugerem CHC, o tipo mais comum de câncer de fígado ou também pode ser sinalizador de fígado
- cirrose
- necrose hepática
- hepatite Cronica
Variantes da AFP : AFP-L1, AFP-L2 e AFP-L3.
AFP-L3 é específico para câncer de fígado.
PROCEDIMENTO:
A dosagem de alfa-fetoproteína normalmente é avaliada em conjunto com outros exames para deixar o diagnóstico e o acompanhamento mais completos, como:
Exames de imagem do fígado, como ultrassom, tomografia ou ressonância magnética;
Provas de função hepática;
Biópsia do fígado ou testículo;
– GOLGI 73 (também conhecido como GOLPH 2 ou GP 73)
GP 73 é uma proteína expressa em muitos tecidos em humanos, mas raramente em células do fígado. Lesões nas células do fígado podem fazer com que os níveis de GP 73 subam no sangue.
GP 73 não é um biomarcador específico para câncer de fígado, mas pode ser um biomarcador potencialmente útil para identificar o câncer em geral. Níveis elevados foram observados em outros cânceres, como:
Câncer de estômago
câncer de próstata
Câncer de bexiga
câncer de pâncreas
Fosfatidilinositol proteoglicano (GPC3) muitos estudos nos últimos anos descobriram que GPC3 é altamente expresso em tecido de câncer de fígado, mas não em tecido de fígado adulto normal. O GPC3 pode ser um biomarcador complementar útil para detectar HCC.
– Proteína de choque térmico
Proteína de choque térmico é significativamente expresso em células cancerígenas precoces do fígado. Níveis mais altos de proteína de choque térmico foram associados a uma perspectiva pior para pessoas com CHC.
– Osteopontina (OPN) –
OPN é secretada por células em seu ducto biliar. A superexpressão foi associada a:
câncer de pulmão
câncer de mama
câncer de colo
câncer de fígado
A pesquisa sugere que taxa de detecção de aumentos de CHC quando o teste de OPN é combinado com AFP e outros biomarcadores.
OUTROS EXAMES:
Laparoscopia
Neste procedimento, um laparoscópio, tubo fino e flexível, é inserido no paciente através de uma pequena abertura cirúrgica no abdome. O laparoscópio tem uma pequena câmara na extremidade, que permite o envio de imagens do interior do abdome para um monitor de televisão, permitindo ao médico uma avaliação atenta às superfícies dos órgãos e gânglios linfáticos próximos. Às vezes, a laparoscopia é combinada com ultrassom para proporcionar uma melhor imagem do tumor.
A laparoscopia pode ajudar no planejamento da cirurgia ou outros tratamentos, além de confirmar o estadiamento da doença. Se necessário, os médicos podem inserir instrumentos através das incisões para recolher amostras para biópsia.
A laparoscopia geralmente é realizada em um centro cirúrgico.
Exames de Imagens
- Ultrassom
Ao contrário da maioria dos exames de diagnóstico por imagem, a ultrassonografia é uma técnica que não emprega radiação ionizante para a formação da imagem. Ela usa ondas sonoras de frequência acima do limite audível para o ser humano que produzem imagens em tempo real de órgãos, tecidos e fluxo sanguíneo do corpo.
O ultrassom costuma ser o primeiro exame realizado para examinar o fígado.
- Tomografia computadorizada
A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de raios X ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia.
A tomografia computadorizada do abdome pode fornecer informações específicas sobre o tamanho, forma e localização de qualquer tumor no fígado ou em qualquer outro local do abdômen, bem como nos vasos sanguíneos próximos.
Muitas vezes, a tomografia computadorizada é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.
Para pacientes com câncer de fígado, a tomografia computadorizada de tórax também pode diagnosticar uma possível disseminação da doença para os pulmões.
- Ressonância magnética
A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem que usa ondas eletromagnéticas. Os exames de ressonância magnética são úteis na análise de tumores hepáticos. Às vezes, podem diferenciar um tumor benigno de um maligno. Também podem ser realizados para examinar os vasos sanguíneos dentro e ao redor do fígado para verificar obstruções e mostrar se a doença está disseminada.
- Angiografia
Esse é um procedimento que utiliza raios X para visualizar os vasos sanguíneos. Para a realização deste exame é injetado um contraste para delinear os vasos sanguíneos, em seguida, são realizadas as radiografias.
A angiografia pode mostrar se o fluxo de sangue numa determinada área está bloqueado ou se o vaso se encontra comprimido pelo tumor, ou a presença de vasos sanguíneos anormais. Esse exame é útil para diagnosticar tumores que possam ter se desenvolvido nas paredes dos vasos sanguíneos.
- Cintilografia óssea
A cintilografia óssea mostra se a doença se disseminou para os ossos. Esse exame geralmente é indicado para pacientes que apresentam dores ósseas ou para aqueles nos quais exista uma chance de serem qualificados para um transplante de fígado como parte do tratamento do câncer.
BIOPSIA – TESTE CONFIRMATÓRIO:
A biópsia é a única maneira de fazer o diagnóstico definitivo do câncer de fígado. Consiste na remoção de uma pequena quantidade de tecido para exame ao microscópio.
A amostra removida durante a biópsia é analisada por um patologista, médico especializado na interpretação de exames laboratoriais e avaliação de células, tecidos e órgãos para diagnosticar a doença. Se células cancerígenas estão presentes, o patologista determinará o tipo de câncer.
Os principais tipos de biópsias para diagnóstico do câncer de fígado são:
- Biópsia com agulha. Nesse tipo de procedimento é inserida uma agulha através do abdômen até o fígado. O procedimento é feito sob anestesia local e geralmente guiado por ultrassom ou tomografia computadorizada.
- Biópsia laparoscópica. Nesse procedimento, as amostras são coletadas durante uma laparoscopia. Isso permite que o médico visualize a superfície do fígado e recolha amostras de aparência anormal.
- Biópsia cirúrgica. Uma biópsia incisional (remoção de um pedaço de tumor) ou excisional (remoção de todo o tumor e algum tecido de fígado normal circundante) pode ser realizada durante a cirurgia.
CONCLUSÃO FINAL:
É geralmente aceito que pessoas com níveis de AFP acima de 400 nanogramas por mililitro (ng/mL) pode receber um diagnóstico de câncer de fígado. Mas o uso do teste de AFP ainda é controverso, pois fornece altas taxas de falso-negativo, o que significa que sugere que você não tem câncer de fígado quando tem.
A pesquisa sugere que usar um valor de corte de 400 ng/mL para AFP identifica corretamente as pessoas que não têm câncer de fígado em 95–100% dos casos, mas só identifica corretamente o câncer de fígado em 20–45% de casos.
O Associação Americana de Doenças do Fígado recomenda que pessoas com cirrose recebam ultrassom com ou sem teste de AFP a cada 6 meses.
A combinação do teste de AFP com o teste de outros marcadores tumorais pode melhorar a detecção. Teste AFP combinado com um corte AFP-L3 de 15% pode identificar corretamente tantos quantos 75% de casos.
São usados marcadores tumorais, como AFP, para determinar se o paciente está respondendo ao tratamento. A aumento notável na AFP pode indicar que seu câncer se espalhou para partes distantes do seu corpo.
Interpretação dos Resultados
A interpretação dos resultados do exame de função hepática deve ser realizada por um profissional de saúde qualificado, que levará em consideração a anamnese do paciente, sintomas e todos os exames laboratoriais.
A combinação dos diferentes marcadores permite uma avaliação mais precisa da saúde do fígado, a identificação de possíveis patologias e o caminho para a restauração.
Bibliografia
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/figado
Anatomia Hepática – https://hepcentro.com/anatomia/
Marcadores de tumor de câncer de fígado: detecção e tratamento – https://di2ce.com/pt/articles/35892-liver-cancer-tumor-markers-detection-and-treatment
Ascite – cirrose – tudo o que você precisa saber – https://www.medway.com.br/conteudos/ascite-na-cirrose-tudo-que-voce-precisa-saber/
Com base nos resultados, são elaborados protocolos de “correção”.
Não são protocolos para cuidar da doença, mas sim, para RESTAURAR A CÉLULA!
Elimine o mal pela RAIZ!
Dra. Célia Wada – CTF SP 7043 / CRF RJ 34658
Um comentário
Muito bom Doutora ! Parabéns !
OBRIGADA!