O protagonismo do farmacêutico na mídia em tempos de pandemia
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O protagonismo do farmacêutico na mídia em tempos de pandemia

Como estão os farmacêuticos frente a essa pandemia. Várias ações,vários trabalhos, várias frentes.

Em meio a um cenário de calamidade instalado no sistema de saúde, em decorrência da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus (Covid-19), os farmacêuticos fazem parte de um dos principais grupos que atuam na linha de frente no combate ao vírus. Sendo assim, o trabalho desses profissionais tem ganhado repercussão nos meios de comunicação. Em diversos veículos, o protagonismo do farmacêutico tem sido retratado, no âmbito da prestação de serviço à sociedade, devido às ações de enfrentamento à doença.

Em sites de segurança, orientações estão sendo veiculadas por farmacêuticos

No portal G1, por exemplo, o papel do farmacêutico no uso racional de medicamentos, principalmente, durante esse período de escassez de muitos fármacos e itens nas farmácias, foi bastante lembrado. Além disso, o site do grupo Globo também chama a atenção para o fato de que os farmacêuticos são os profissionais responsáveis por adotar práticas de dispensação seguras desses produtos, otimizando a farmacoterapia, a fim de garantir a segurança, a saúde, a qualidade de vida e a efetividade no tratamento dos pacientes.

Já o Estadão publicou uma matéria falando sobre a disponibilidade dos farmacêuticos à população, em meio à pandemia. Para isso, o jornal publicou um artigo da farmacêutica, Simone Esser, em que ela explica como tem atuado no gerenciamento da sua equipe de funcionários, em uma rede de farmácias, de São Paulo (SP), durante o período de calamidade ocasionado pelo surto.

O artigo fala sobre a importância dos farmacêuticos no reforço das recomendações dos principais órgãos de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo. Nesse sentido, Simone explica que a maior preocupação da rede em que atua é garantir a segurança dos funcionários e dos pacientes. Ela ainda comenta que orienta suas equipes sobre o uso e descarte, corretamente, dos materiais.

Ao jornal, a farmacêutica ainda fala como se sente atuando na linha de frente no combate à pandemia: “É um misto de sensações estar na linha de frente. Claro que o medo vem em alguns momentos, mas isso fica pequeno perto do sentimento de responsabilidade e do amor à profissão. Eu me sinto uma heroína por estar disponível para a população, podendo trazer um pouco de calma neste momento tão tenso”, completa.

Vale destacar ainda que a matéria publicada no Estadão, com o artigo de Simone, repercutiu também no portal UOL. Nesse caso, o veículo reuniu um compilado de informações de profissionais que são protagonistas no combate à pandemia, como os farmacêuticos.

Farmacêuticos no combate à automedicação

Outro detalhe importante é que a matéria do G1 ainda chama a atenção para o papel do farmacêutico na orientação aos pacientes sobre os riscos da automedicação, que foi bastante estimulada, principalmente, por meio da substância cloroquina, cujo eficácia no tratamento da doença ainda não foi comprovada.

Nesse sentido, a professora e gestora do curso de Farmácia do Centro Universitário de Viçosa (Univiçosa), Adriana Patarroyo, explicou porque as orientações farmacêuticas são fundamentais: “Por mais inofensivo que aparente ser, qualquer medicamento pode desencadear reações graves e indesejáveis ao nosso corpo”, disse ela, ao G1.

No Estadão, o farmacêutico e diretor acadêmico do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Ismael Rosa, também falou sobre o assunto automedicação, alertando para os possíveis efeitos que a interação medicamentosa pode resultar no tratamento da Covid-19.

Um exemplo citado na matéria foi ilustrado pela utilização de medicamentos para hipertensão, como os inibidores de enzima conversora de angiotensina (iECA), Captopril, Enalapril, Lisinopril, além dos bloqueadores de receptores de angiotensina (BRA), Losartana e Valsartana, por exemplo, que resultam na elevação dos níveis da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA-2).

Nesse sentido, estudos preliminares, sobre o combate à doença, mostram que essa enzima pode estar, intimamente, ligada a ação do coronavírus no organismo: o vírus precisa dela no corpo humano para infectar as células de outros tecidos, especialmente, as pulmonares, do intestino e dos rins.

Ainda no Estadão, o protagonismo do farmacêutico contra a automedicação também foi lembrado no artigo da farmacêutica Simone. Na publicação, ela explica que março de 2020 foi um mês atípico, em que o fluxo de pacientes nas farmácias aumentou, exigindo mais atenção dos profissionais no atendimento à população.

“Com a quarentena, foi a vez dos medicamentos isentos de prescrição médica (MIPs) serem muito procurados, principalmente, vitamina C, analgésicos e antigripais. Os atendimentos por telefone aumentaram bastante. Antes do surto, quase não recebíamos esse tipo de ligação”, disse ela, ao jornal

Outra matéria que teve o farmacêutico como protagonista, orientando sobre os riscos da automedicação em tempos de pandemia, foi transmitida em uma edição do jornal da EPTV, rede de televisão regional brasileira afiliada à Rede Globo sediada em Campinas (SP).

No programa, o farmacêutico e professor da Universidade de São Paulo (USP), Leonardo Pereira, respondeu dúvidas da população sobre os riscos de utilizar a cloroquina e hidroxicloroquina sem prescrição médica e orientação dos farmacêuticos. 

Durante o jornal, Pereira ainda ressalta que, mesmo em casos em que o paciente esteja com sintomas leves, para tomar qualquer outra medicação, que não seja necessária a prescrição médica, é importante consultar o farmacêutico. Assista ao vídeo com a entrevista completa:

Outro detalhe importante é que, além de alertar para os riscos da automedicação, o farmacêutico também orienta à população sobre medidas de contenção que podem ajudar no combate à proliferação do vírus, como usar álcool em gel e evitar aglomerações, por exemplo.

Outros assuntos

Uma iniciativa voluntária do farmacêutico, Gilson Mascarenhas, morador de Conceição de Coité (BA), também ganhou destaque em outra matéria no G1. Ao portal, ele, que também é dono de farmácia, explicou de que maneira reuniu voluntários para a ação Costurando Solidariedade, que visa confeccionar máscaras para profissionais de saúde.

“Em razão da crise do coronavírus, juntamos um grupo de 50 costureiras. Na verdade, hoje esse grupo está um pouco maior para a confecção de máscaras para o sistema de saúde. Essas máscaras são confeccionadas com materiais de acordo com as regulamentações da vigilância sanitária. Elas são costuradas na casa de cada uma dessas costureiras do projeto. São reunidas em um local específico, onde serão colocadas em um envelope de papel de grau cirúrgico. Esses envelopes passam por um processo de esterilização em autoclave”, disse o farmacêutico.

Além de ações voluntárias, o aumento nas ofertas de empregos e programas para farmacêuticos em meio à pandemia também tem gerado repercussão na mídia. Uma entre as muitas matérias, por exemplo, foi publicada no portal de conteúdo do ICTQ, em que o veículo abordou as vagas para estudantes de Farmácia que quiserem atuar no enfrentamento ao novo coronavírus, por meio do programa ‘O Brasil Conta Comigo’, em que os alunos que estiverem cursando o último ano da graduação poderão trabalhar no combate ao vírus em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Como o uso de medicamentos aumentou, devido ao novo coronavírus, o descarte correto desses produtos também foi tema de uma matéria importante no portal G1. Nesse sentido, a farmacêutica, Flávia Morais, alertou em uma publicação que os fármacos que passaram da validade ou que não serão mais utilizados, não devem ser jogados em lixeiras comuns, pois, podem se acumular nos aterros sanitários e atingir lençóis freáticos. “Nosso serviço de saneamento básico não está preparado para tratar esses produtos químicos”, disse.

A profissional explica que o ideal é entregar os medicamentos em uma unidade de saúde ou levar a uma farmácia mais próxima de casa, perguntando se o estabelecimento pode recolher esses produtos para encaminhá-los ao descarte correto.

“Ao fazer a arrumação em casa, reserve os medicamentos que não serão mais usados e procure um estabelecimento de saúde, uma farmácia, que tenham dentro do programa de gerenciamento de resíduos, o fluxo de descarte desses remédios com empresas já qualificadas”, orientou.

Confira dez matérias que exaltaram o protagonismo do farmacêutico no combate à pandemia:

– O papel do farmacêutico nos cuidados e combate à COVID-19 (veja aqui);

– Projeção e protagonismo da farmácia em tempos de pandemia (veja aqui);  

– Voluntárias na Bahia confeccionam máscaras de proteção para profissionais de saúde (veja aqui);

– “Estou disponível à população”, diz farmacêutica (veja aqui);

– Bolsa de R$ 1.045,00 para estudantes de farmácia é ofertada pelo Governo (veja aqui);

– Cloroquina é eficaz e segura contra o coronavírus? Sem política, uso é avaliado em estudo da OMS (veja aqui);

– Mesmo com medo, eles não podem parar (veja aqui);

– Farmacêutico esclarece dúvidas sobre automedicação e prevenção (veja aqui);

– Farmácias de manipulação são procuradas por causa da falta de álcool em gel (veja aqui); e

– Farmacêutica explica como descartar medicamentos de forma correta (veja aqui).

CMQV imprensa  –  Material compilado –  ITCQ  /  CMQV

 

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