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COVID – Ergonomia e Síndrome de Guillain-Barré
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COVID – Ergonomia e Síndrome de Guillain-Barré

Em tempos de pandemia onde a população está com seu sistema nervoso extremamente fragilizado, a Síndrome de Guillain Barré tente a se manifestar de forma mais expressiva e até mesmo agressiva.

Trouxemos este artigo como um alerta para que as pessoas se conscientizem mais de seu grande poder psicológico…

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune grave em que o próprio sistema imunológico passa a atacar as células nervosas, levando à inflamação nos nervos e, consequentemente, fraqueza e paralisia muscular, podendo ser fatal.

Principais sintomas

Os sinais e sintomas da síndrome de Guillain-Barré podem se desenvolver rapidamente e pioram ao longo do tempo, podendo deixar a pessoa paralisada em menos de 3 dias, em alguns casos. No entanto, nem todas as pessoas desenvolvem sintomas graves, podendo apresentar fraqueza nos braços e nas pernas. De forma geral, os sintomas da síndrome de Guillain-Barré são:

  • Fraqueza muscular, que geralmente começa nas pernas, mas depois atinge os braços, diafragma e também os músculos da face e da boca, prejudicando a fala e a alimentação;
  • Formigamento e perda de sensibilidade nas pernas e nos braços;
  • Dor nas pernas, quadril e nas costas;
  • Palpitações no peito, coração acelerado;
  • Alterações da pressão, podendo haver pressão alta ou baixa;
  • Dificuldade para respirar e para engolir, devido à paralisia dos músculos respiratórios e digestivos;
  • Dificuldade em controlar a urina e as fezes;
  • Medo, ansiedade, desmaio e vertigem.

Quando o diafragma é atingido, a pessoa pode começar a sentir dificuldade para respirar, e neste caso é recomendado que a pessoa seja ligada a aparelhos que ajudem a respirar, já que os músculos respiratórios não funcionam corretamente, podendo resultar em asfixia.

O que causa a síndrome de Guillain-Barré

Como em todas as doenças autoimunes, não sabemos exatamente a causa de seu “start”. Não se conhece a causa específica da síndrome.

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que acontece principalmente devido a infecção, sendo muitas vezes consequência da infecção pelo Zika vírus. Esse vírus pode comprometer o funcionamento do sistema imune e do sistema nervoso, resultando no aparecimento dos sinais e sintomas característicos da doença.

Devido às alterações no sistema imune, o organismo passa atacar o próprio sistema nervoso periférico, destruindo a bainha de mielina, que é a membrana que recobre os nervos e acelera a condução do impulso nervoso, originando os sintomas.

Ao perder a bainha de mielina, os nervos ficam inflamados e isto impede que o sinal nervoso seja transmitido para os músculos, levando a fraqueza muscular e a sensação de formigamento nas pernas e nos braços, por exemplo.

Como dito anteriormente, aqui a Ergonomia se correlaciona com a medicina e o emocional passa a atuar de forma impositiva nos sistemas de defesa e neuro musculares.

Diagnóstico laboratorial

Em toda anamnese, a observação médica – clínica é fundamental mas os exames laboratoriais são comprobatórios

O diagnóstico da síndrome de Guillain-Barré nos estágios iniciais é difícil, pois os sintomas são semelhantes a diversas outras doenças em que há comprometimento neurológico.

O diagnóstico deve ser confirmado por meio da análise dos sintomas, exame físico completo e realização de exames como punção lombar, ressonância magnética e eletroneuromiografia, que é um exame feito com o objetivo de avaliar a condução do impulso nervoso

Tratamento

O tratamento para a Síndrome de Guillain-Barré tem como objetivo aliviar os sintomas e acelerar a recuperação, devendo o tratamento inicial ser feito no hospital e continuado após a alta com sessões de fisioterapia.

1- Plasmaférese terapêutica que consiste na filtração do sangue com o objetivo de remover o excesso de substâncias que podem estar causando a doença. No caso da Síndrome de Guillain-Barré, a plasmaférese é feita com o objetivo de remover o excesso de anticorpos que estão atuando contra o sistema nervoso periférico e causando os sintomas da doença.

O sangue filtrado é, então, devolvido ao organismo, que é estimulado a produzir anticorpos saudáveis, aliviando, portanto, os sintomas da doença.

2- Injeção de imunoglobulina que consiste na injeção diretamente na veia de anticorpos saudáveis que atuam contra os anticorpos que estão causando a doença. Dessa forma, o tratamento com imunoglobulina se torna eficaz porque promove a destruição dos anticorpos que estão atacando o sistema nervoso, aliviando os sintomas.

3- Tratamento com fisioterapia é importante na síndrome de Guillain-Barré porque promove a recuperação das funções musculares e respiratórias, melhorando a qualidade de vida. É importante que a fisioterapia seja mantida por 1 ano ou mais após a alta, até que se recupere o máximo de capacidades.

O acompanhamento de um fisioterapeuta com exercícios diários realizados com o paciente é necessário para estimular a movimentação das articulações, melhorar amplitude de movimento, manter a força muscular e prevenir complicações respiratórias e circulatórias. Sendo que, para a maioria dos pacientes, o principal objetivo é voltar a andar sozinho.

4- Tratamento psicológico é importante na síndrome de Guillain-Barré assim como em todo sistema de controle imunológico, doenças autoimunes e imunes de forma global. O sistema imunológico reage a componentes muito além dos parâmetros farmacológicos existentes nos protocolos médicos.

Evolução

Geralmente benigna, dependendo, na maioria dos casos observados,  da condição emocional do paciente

BOA EVOLUÇÃO – Os sinais de melhora da Síndrome de Guillain-Barré começam a surgir cerca de 3 semanas após o início do tratamento, no entanto a maioria dos pacientes só recupera o controle de seus movimentos após 6 meses.

MÁ EVOLUÇÃO – Os sinais de piora acontecem quando o tratamento não é iniciado e podem demorar até 2 semanas para aparecer após o surgimento dos primeiros sintomas. Incluem dificuldade para respirar, alterações repentinas da pressão arterial e incontinência.

Verificamos que a evolução piora em casos de falta de controle emocional.

Estudamos esse tema na ERGONOMIA COGNITIVA.

Dra Célia Wada

Bibiografia

Síndrome de Guillain-Barré: o que é, sintomas, causas e tratamento
Dr.ª Clarisse Bezerra – Médica de Saúde Familiar
https://www.tuasaude.com/sindrome-de-guillain-barre/

Ergonomia: Ciência do Conforto
Eng Osny Telles Orselli
https://mundoergonomia.com.br/ergonomia-2/

Auto anticorpos na prática da reumatologia pediátrica
Departamento Científico de Reumatologia
Presidente: Clovis Artur Almeida da Silva
Secretária: Maria Odete Esteves Hilário
Conselho Científico: Adriana Rodrigues Fonseca, Claudia Saad Magalhães,
Flavio Roberto Sztajnbok, Margarida de Fátima Carvalho,
Paulo Roberto Stocco Romanelli
https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22477c-DC_Auto_anticorpos_na_pratica_da_reumato_ped.pdf 

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