Você é aquilo que você come…

 

“Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”… Hipócrates.

Você já parou para pensar que a sua saúde depende do que você come?

Quando eu era criança, raramente ouvia falar de pessoas acometidas de câncer. Minha avó costuma falar assim: ” Fulano está com aquela doença ruim”… Hoje em dia você nem fica surpreso ao saber que alguém está com câncer.

Reflita comigo o que mudou após a segunda metade do século passado até os nossos dias?

Muita coisa, você há de concordar. Por exemplo: comíamos mais alimentos naturais e menos industrializados. Os ovos e frangos vinham dos galinheiros que geralmente tínhamos no quintal de nossa casa. Eu me lembro muito bem que para um pintinho virar um frango, demorava mais de seis meses e as galinhas geralmente botavam um ovo a cada dois dias. As refeições eram preparadas por nossa mãe e geralmente incluíam muitas verduras e frutas.

E hoje, o que acontece? Uma galinha selvagem bota 10 a 15 ovos, mas podendo chegar a 30 por ano, e apenas no período natural de reprodução. Porém, as galinhas modernas, que produzem os ovos mais consumidos em todo o mundo, foram manipuladas geneticamente para botarem até 350 ovos por ano, e os frangos estão prontos para o abate em 40 dias. Segundo a pesquisa feita na USP revela que as cerca de 4 mil avícolas existentes em São Paulo operam na clandestinidade e sem as mínimas condições de higiene. A prática informal do abate de aves expõe as pessoas que consomem carne de frango e ovos a vários tipos de doenças, e podem ser responsáveis pela transmissão de doenças graves, como é o caso da gripe aviária que assustou o mundo inteiro pela proliferação do vírus influenza H5N1.(jornal da usp.br)

Outra pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sobre o consumo de frutas e hortaliças mostrou que apenas 18,2% dos brasileiros ingerem a quantidade de frutas recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é 400 gramas por dia. Outro dado da pesquisa é que os brasileiros gastam, em média, 6,2% de sua renda com a aquisição de frutas, legumes e verduras.

A correria do dia a dia vem afastando, tem afastado, o brasileiro da cozinha de casa. Um crescente número de pessoas, procuram otimizar o tempo ao optar por refeições prontas e, em sua maioria, fora do lar. Inclusive mesmo dentro de casa muitas optam por oferecer aos seus filhos alimentos industrializados prontos, devido a falta de tempo para cozinhar.

De acordo com o IBGE, homens e mulheres que vivem por aqui gastam em torno de 25% de suas rendas com comida na rua. (foodnewsoficial.com.br)

No estudo Consumo de alimentos fora do lar no Brasil segundo locais de aquisição, publicado na revista de Saúde Pública da USP averigou-se que a aquisição de alimentos fora do lar foi reportada por 41,2% dos indivíduos, sendo maior entre os homens do que nas mulheres (44% versus 38,5%). Os adultos apresentaram maior frequência de aquisição (46%) do que os adolescentes (37,7%) e os idosos (24,2%). Os locais com maiores frequências de consumo de alimentos fora do lar foram lanchonete (16,9%) e restaurante (16,4%), enquanto frutaria (1,2%) apresentou a menor frequência. Doces, salgadinhos e refrigerante foram os alimentos mais adquiridos na maioria dos locais. Os gastos médios com alimentos foram maiores para restaurante (R$33,20) e menores para frutaria (R$4,10) e comida de rua (R$5,00). (https://www.scielosp.org/article/rsp/2017.v51/15/).

Este triste panorama repercute nas suas condições atuais de saúde. Como enfermeira já atendi crianças com nível de colesterol altíssimo, além de adultos, que através de hábitos alimentares inadequados, desenvolveram doenças crônicas não transmissíveis (diabetes tipo2, hipercolesterolemia, hipertensão arterial e obesidade)

Então, que tal parar um pouco e analisar seus hábitos alimentares? Já dizia o velho provérbio: – “É melhor prevenir do que remediar” Você concorda comigo?

No próximo artigo vou falar de alimentos funcionais, que ajudarão você a melhorar sua saúde.

Marcia Giglio

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